Um apanhado geral sobre o boleto bancário

21 setembro 2019
Conheça as novas regras para emissão de boleto bancário, seus tipos, como emitir, as vantagens e a importância de oferecer múltiplos meios de pagamento.

Para 75% dos consumidores no Brasil, o boleto bancário é a melhor opção de cobrança. Por ano, são emitidos aproximadamente 3,6 bilhões de boletos, o que prova a aceitação deste meio de pagamento pelos brasileiros. Os dados são do E-commerce Brasil em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

O boleto pode ser considerado o meio de pagamento mais “democrático”, além de ser o mais acessível, isso porque em 2018, o número de brasileiros que não possuía conta em banco era de 60 milhões, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Levando em conta que 4 em cada 10 brasileiros maiores de 18 anos não possuem conta em banco, o boleto aparece como uma forma simples e rápida para a realização de pagamentos bem como para o recebimento por parte das empresas.

Além de ser preferido pelos consumidores, o boleto também prevalece no meio empresarial. Uma pesquisa do Sebrae em parceria com o Banco Central apontou que 30% das pequenas empresas no Brasil não possuem conta bancária ou qualquer relação com bancos.

Os números evidenciam o boleto bancário como um dos principais meios de pagamento do mercado, sendo a opção que mais agrada os clientes e também boa parte dos empresários.

Leia também: Os meios de pagamento no varejo: números, inovações e tendências

As novas regras para a emissão de boleto bancário

Em 2016, a cada 10 boletos emitidos, 4 eram sem registro, os chamados boletos simples. No entanto, as regras mudaram, proibindo a emissão de boletos não registrados. Quando esse tipo de boleto era emitido, informações como valor, data de vencimento e dados do comprador não eram repassados aos bancos.

O boleto simples permitia mais flexibilidade, como troca de informações, prazos e valores sem autorização do banco emissor, além da cobrança única de taxas, o que era uma grande vantagem para as empresas.

Porém, o boleto sem registro também apresentava riscos como fraudes e cobranças enganosas, além de dificultar o controle dos valores recebidos pelas empresas, que não tinham as informações dos compradores.

Por essas e outras, o boleto simples deixou de existir, a partir da criação da Nova Plataforma de Cobrança pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em setembro de 2018. Desde então, tornou-se obrigatório o registro do título.

Agora, os dados de emissor e pagador (CNPJ ou CPF), valor a ser pago e a data de vencimento devem ser registrados no boleto. Assim, no ato do pagamento, com a ajuda da tecnologia, é realizada uma conferência na Nova Plataforma de Cobrança.

Se os dados forem compatíveis com o sistema, a transação é automaticamente aprovada. Caso contrário, se não houver conformidade, o pagador deve se dirigir ao banco emissor para a realização do pagamento.

Leia mais: O futuro do varejo é omnichannel. Saiba porquê

Portanto, sim, o boleto simples já foi um tipo de boleto, mas deixou de existir a partir das regras impostas pela Nova Plataforma de Cobrança. Conheça os demais tipos abaixo!

Os tipos de boleto

Agora que você já sabe a relevância do boleto no cenário nacional e suas novas regras, conheça também seus diferentes tipos:

Boleto registrado: como já citado acima, o boleto registrado deve ter os dados do emissor e pagador, valor cobrado e a data de vencimento, além da política de recebimento fora do prazo e penalidades em caso de atraso. O envio desses dados ao banco é feito através da criação de um arquivo no sistema, ou se for o caso de um intermediador de pagamento, o envio é realizado pela empresa intermediadora.

Caso a empresa entregue um produto ou preste um serviço sem o pagamento do comprador, é possível tomar as medidas cabíveis contra o devedor. Isso não acontece no e-commerce, é claro, já que a empresa só envia o produto ou fornece o serviço mediante confirmação do pagamento.

Boleto recorrente: é uma forma de cobrança frequente, que pode ser enviada ao consumidor no formato mensal, bimensal, trimensal etc. O boleto pode, inclusive, ter sempre o mesmo valor e data de vencimento, de acordo com o tratado entre as partes.

Carnê: é uma série de boletos gerados para compras parceladas ou mensais como mensalidades escolares, de academias e pagamentos com valores mais altos. O crediário costuma atrair os “desbancarizados”.

Como emitir um boleto?

Um boleto bancário pode ser emitido por pessoa física ou jurídica. Para isso, basta entrar em contato com a instituição financeira ou se cadastrar em um intermediador de pagamento. No caso de empresas, é preciso ter uma conta corrente aberta, então a emissão do boleto pode ser feita pelo Internet Banking da instituição financeira em questão, e se esse recurso não estiver disponível, é preciso solicitar.

Com todos os dados em mãos, você deve cadastrá-los na ferramenta do seu banco ou intermediador, então o boleto será gerado e você pode imprimir ou enviar por e-mail. Depois disso, é preciso fazer o controle do pagamento. Em caso de não pagamento, mediante solicitação do cliente, você pode atualizar o prazo de vencimento do boleto.

O prazo para recebimento do valor em conta é de até três dias úteis.

As vantagens

Confira algumas das vantagens do boleto bancário para empresas e clientes:

– O boleto pode ser pago em bancos, caixas eletrônicos, internet banking, lotéricas e até farmácias, sendo aceito em todo o país;
– Por conta do pagamento ser à vista, as empresas podem oferecer desconto para quem paga no prazo ou com antecedência;
– É o meio de pagamento aceito por todos os órgãos públicos e pessoas jurídicas;
– Pode-se fazer o envio e a emissão de 2ª via por e-mail;
– Em caso de vencimento, o emissor pode definir juros e multa;
– O pagador não precisa ter conta em banco;
– A operação é muito simples e barata para as empresas;
– Aumenta a conversão em vendas, atendendo um público maior e mais diversificado.

Considerações finais

Em uma pesquisa feita pela Mastercard, 90% dos entrevistados disseram estar dispostos a utilizar novas tecnologias de pagamentos no futuro. Ou seja, o consumidor é omnichannel. Quanto mais opções você oferecer, maiores são as chances de venda.

Para aumentar seu alcance e, consequentemente, seus lucros, é preciso diversificar seus meios de pagamento para atingir um público mais amplo. O boleto é sim o principal meio de pagamento, mas o cartão de crédito, por exemplo, não pode ser ignorado, bem como outros meios de pagamento que estão surgindo no mercado.

Bom, chegamos ao fim deste artigo. Esperamos que você tenha entendido a importância do boleto bancário como meio de pagamento, mas também de outros métodos tão importantes quanto para o sucesso da sua empresa.

Até a próxima!

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