Principais tendências de tecnologia para 2021, segundo a Gartner

16 janeiro 2021
A Gartner desenvolveu um documento que possibilita observar a coexistência das tendências de tecnologia para 2021 baseadas em uma tríade de temas: Pessoas no centro, Independência de localização, Entrega resiliente. Dentro desses 3 pontos, há 9 tendências interessantes destacadas a seguir.

No início de 2020, dificilmente as organizações teriam imaginado que uma pandemia sem precedentes exerceria influência nas principais tendências de tecnologia para 2021. Muitas pessoas já falavam sobre o quanto a tecnologia passaria a se tornar realidade para contribuir com a sobrevivência e nascimento de empresas. Mas não se imaginava que essa mudança seria tão de repente e de forma tão intensa.

As organizações que estão passando por essa crise sairão mais fortes e mais preparadas para os desafios desse novo ano. Não porque perceberam que o uso da tecnologia por si só as salvaria, mas sim porque notaram que estava-se perdendo oportunidades de crescimento em meio a outras frentes de negócio até então adiadas para sabe-se lá quando – vender via apps de delivery agora é o novo básico.

A Gartner desenvolveu um documento que possibilita observar a coexistência das tendências de tecnologia para 2021 baseadas em uma tríade de temas: Pessoas no centro, Independência de localização, Entrega resiliente. Dentro desses 3 pontos, há 9 tendências interessantes destacadas a seguir.

Principais tendências de tecnologia para 2021, segundo a Gartner

Pessoas no centro: Jamais esqueça: empresas são pessoas. Logo, o protagonismo no processo de tomada de decisão para a criação de novas estratégias de negócios baseia-se nelas: as pessoas. 

  1. Internet de Comportamentos (Internet of Behaviors ou IoB) 

O que é causa e efeito quando se fala do comportamento dos seres humanos? A internet de comportamentos se baseia no rastreamento de dados deixados pelas pessoas na internet. Não se trata apenas de um assistente virtual em smartphones ser ativado “do nada” e ouvir conversas aleatórias do seu dia a dia para apresentar anúncios relacionados em suas redes sociais. A IoB tende a se tornar cada vez mais sofisticada.

Big data, dados em mídias sociais, geolocalização etc. De um lado, a Internet de comportamentos faz parte da vida de todos e ajuda, por exemplo, a traçar um perfil de quem utiliza determinado aplicativo para evitar suspeita de tentativa de fraude. Esse é basicamente o conceito da biometria comportamental.

Por meio dela, ferramentas tecnológicas conseguem identificar de maneira passiva, como analisar o histórico de compra na base de dados da ferramenta, se a pressão dos dedos ao digitar na tela do celular pertence ao usuário real e não a um fraudador. Ou de maneira ativa, com “quizzes” na hora do cadastro e reconhecimento facial nas etapas de pagamento.

Essas são formas de proteger a empresa contra fraudes, já que um fraudador rouba os dados, mas ele nunca será o cliente real, pois isso é insubstituível. 

Em contrapartida, surgem implicações sociais e éticas com a utilização e desenvolvimento da IoB por instituições públicas e privadas. Por meio das iniciativas presentes no Open Banking e na LGPD, por exemplo – em que o usuário é o único proprietário de seus dados e é ele quem decide como eles devem ser usados –, essas questões podem ser mais facilmente vencidas.

  1. Experiência total

Principalmente quando as relações de trabalho acontecem remotamente, investir em uma “experiência total” passa ser um diferencial importante para as marcas.

A Gartner ressalta que a combinação de diferentes disciplinas é o caminho que oferece maiores oportunidades de aprimorar continuamente a entrega de uma “experiência total” para todos os envolvidos nesse processo: multiexperiência (MX), experiência do cliente (CX), experiência do funcionário (EX) e experiência do usuário (UX).

A Gartner cita um exemplo de aplicação da experiência total em uma empresa de telecomunicações. O objetivo da empresa era melhorar seus padrões de segurança e gerar mais satisfação. A organização utilizou um aplicativo que já existia para enviar push notification quando seus clientes estavam a 25 metros da empresa. As mensagens davam orientações sobre 2 coisas: Como seria o processo de check-in e quanto tempo levaria até que fosse possível entrar em segurança na empresa mantendo distanciamento social.

  1. Computação que melhora a privacidade

Atualmente, os melhores exemplos para entender essa tendência são o PIX e o Open Banking. Em ambas as inovações, as organizações públicas e privadas conseguem colaborar entre si, considerando políticas de compliance, legislações vigentes como a LGPD, além de acordos de confidencialidade, privacidade e segurança.

A computação que melhora a privacidade possui pelo menos 3 níveis de processamento de dados, segundo a Gartner. O primeiro fornece um ambiente confiável no qual dados confidenciais podem ser processados ou analisados. O segundo executa o processamento e a análise de maneira descentralizada, como machine learning com reconhecimento de privacidade. O terceiro criptografa dados e algoritmos antes do processamento ou análise.

Independência de localização: Mesmo com o fim da pandemia, é inevitável que muitos modelos de negócios continuem a funcionar por meio do home office. 

  1. Nuvem distribuída

Destacada como “o futuro da nuvem” pela Gartner, a nuvem distribuída permite que serviços de nuvem sejam distribuídos para diversos locais físicos, mas com operação, segurança e evolução sob a responsabilidade do provedor da nuvem pública.

Além de reduzir custos, a nuvem distribuída ajuda as organizações a se adequarem a leis que determinam que os dados precisam estar em uma área geográfica definida. São exemplos de nuvem distribuída: 5G e Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT).

  1. Operações em qualquer lugar

O cenário em que essa tendência está inserida contempla operações remotas com experiências que superem expectativas continuamente. Para ter sucesso, é necessária uma mudança na infraestrutura da operação do negócio a partir da colaboração e engajamento de funcionários e clientes visando melhora na produtividade. Além de acesso remoto seguro, nuvem e infraestrutura de ponta, quantificação da experiência digital e automação para suportar operações remotas.

  1. Malha de cibersegurança

O home office e a crescente necessidade de suporte remoto é o principal catalisador de uma das mais importantes tendências de tecnologia, a malha de cibersegurança. Ela foi definida pela Gartner como uma abordagem arquitetônica distribuída para controle de segurança cibernética escalonável, flexível e confiável. Ou seja, a malha de cibersegurança se dá a partir de um perímetro que poderá ser definido em torno da identidade de uma pessoa ou uma coisa.

Entrega resiliente: Crises vêm e vão e é a capacidade de reagir da forma mais ágil e estratégica possível que fará diferença. 

  1. Negócio inteligente e harmonioso

A Gartner constatou que a crise provocada pelo novo coronavírus foi fatal para negócios que prezavam mais pela eficiência em detrimento da eficácia. A adaptação tem sido a nova lei para todos. Os aprendizados que ficaram para os próximos anos é de que a tomada de decisão pode ser mais ágil e trazer impactos positivos para toda a organização quando há autonomia para os colaboradores, além de um melhor acesso às informações para se conseguir insights com elas.

  1. Engenharia de Inteligência Artificial

Para ter sucesso, uma estratégia de Inteligência Artificial precisa de 3 pilares: DataOps, ModelOps e DevOps. Os benefícios são melhora no desempenho, escalabilidade, interoperabilidade e confiabilidade. A Gartner salientou que sem a engenharia de inteligência artificial, a maior parte das organizações tende a falhar e os projetos de I.A. não passarão das fases de provas de conceito e prototipação para a produção em escala real.

  1. Hiperautomação

Essa é uma das tendências de tecnologia que já faz parte da realidade de muitas empresas mesmo antes da pandemia, mas a atenção dada a hiperautomação se refere a necessidade de potencializar as habilidades dos colaboradores.

Por exemplo, a automação financeira objetiva reduzir ao máximo o trabalho manual para reduzir erros e perdas financeiras. Dentre os benefícios, incluem-se o aumento da produtividade, maior controle financeiro, redução de custos operacionais etc.

Para usufruir de todas essas vantagens é importante adotar ferramentas que estejam alinhadas às necessidades da sua empresa. Em um cenário altamente dinâmico e desafiador como o atual, acompanhar tendências de tecnologia é interessante exatamente por isso: prever quais serão as necessidades que sua empresa passará a ter nos próximos meses e anos. Esse exercício tem ajudado empresas a não apenas se consolidarem, sobretudo, a contribuírem com o desenvolvimento de seus mercados de atuação.

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