Fraudes de cartão de crédito: quais são os riscos para o seu negócio?

26 fevereiro 2020
Venha compreender quais são as principais fraudes de cartão de crédito mais praticadas e como se prevenir da melhor forma.

Em que pese o ritmo lento da economia, o comércio eletrônico brasileiro deve crescer 12% em 2018, segundo projeções de consultoria Ebit. Com isso, o faturamento atingirá R$ 53 bilhões.

E mesmo que a maioria das lojas aceite cartões de débito, transferências digitais e boletos como pagamento, os cartões de crédito ainda predominam. Isso acontece principalmente pela praticidade dessa ferramenta e a possibilidade de parcelar as compras.

No entanto, tal popularidade faz com que esse método de pagamento seja alvo preferencial para golpes de todo tipo. Eles podem atingir tanto consumidores quanto comerciantes e ocasionar perdas para os negócios. Se você quer saber quais são as principais fraudes de cartão de crédito e como se defender, leia o post!

Quais são as fraudes de cartão de crédito mais comuns?

Compreender quais são as principais fraudes praticadas é o primeiro passo para se prevenir. Abaixo, apresentamos as mais frequentes.

Clonagem de cartões

Um dos golpes mais comuns envolvendo cartão de crédito é a clonagem. Ela se tornou um crime tão corriqueiro que fica difícil listar todos os meios pelas quais é feita.

Um dos métodos mais tradicionais envolve o uso dos skimmers, conhecidos no Brasil como “chupa-cabras”. Eles consistem em pequenos artefatos eletrônicos inseridos clandestinamente nos leitores de cartão, tornado-os capazes de roubar os dados do cliente. Em compras pela internet também há o risco de os dados serem roubados e utilizados para fins ilícitos.

Para o administrador do e-commerce, o grande problema é ter que lidar com tentativas de compras utilizando esses cartões. Estudo conduzido pela Konduto mostra que em 2017, a cada 33 compras feitas no comércio digital brasileiro, pelo menos 1 foi feita utilizando cartões de crédito clonados.

Geradores de números de cartões

Outra forma de fraude comum é aquela que envolve geradores de números de cartões. Esses mecanismos geram milhões de combinações numéricas. Em algum momento, algumas dessas combinações resultam em um número de cartão de crédito válido, o que dá ao fraudador a chance de fazer compras utilizando-se dessa sequência.

Roubo de dados em ligações falsas

Se não bastasse, ainda existem fraudes de cartão de crédito que envolvem o roubo dos dados por meio de ligações telefônicas. O criminoso liga passando-se pelo banco e solicita ao cliente dados críticos, como número do cartão e código de segurança. Caso a pessoa do outro lado da linha caia na lábia do fraudador, coloca sua segurança em risco. Assim, o criminoso tem acesso a um cartão para realizar compras on-line e outras operações.

Chargeback

Por si só, o chamado chargeback não é uma fraude. Esse termo, em um primeiro momento, se refere à contestação do cliente de uma compra feita no cartão de crédito. Um chargeback acontece para proteger o cliente, caso ele tenha seu cartão clonado ou quando uma operação desrespeita os processos da operadora. Ou seja, é um procedimento de segurança.

Então, o que pode haver de ruim no chargerback? Primeiro, ele dá margem às fraudes. Pessoas mal-intencionadas se aproveitam da facilidade de pedir o estorno e fazem isso para ficarem com os produtos sem pagar.

Em um segundo momento, mesmo que o chargeback tenha uma razão plausível, ele traz custos aos comerciantes. É normal surgirem gastos com logística reversa, com a devolução do dinheiro ou mesmo com a perda do produto.

Por isso são necessárias medidas eficazes para evitar chargebacks excessivos. E-commerces consideram que uma taxa de chargeback de até 1% é aceitável. Quando esse número é extrapolado, a saúde financeira do negócio passa a correr riscos. Não é raro encontrar comércios digitais que sucumbiram diante de um índice elevado desses pedidos de estornos.

O que pode ser feito para reduzir essas fraudes de cartão de crédito?

Felizmente, existem formas de se proteger da maioria dessas fraudes. Obviamente, eliminá-las totalmente é quase impossível, mas minimizá-las já fará grande diferença. Ainda assim, atente-se a essas dicas para se prevenir.

Conferência de dados

Um sistema de detecção de fraudes baseado na análise de dados costuma ser bastante eficiente. Contudo, é preciso estar atento à qualidade dos dados coletados, para que eles possam ser relevantes e realmente ajudem. Além disso, o sistema não deve prejudicar a experiência do consumidor honesto. Isso poderá afastá-lo em razão da dificuldade em concluir a compra.

São vários os dados que podem ser cruzados para certificar uma compra com cartão de crédito. O número do CPF é a informação mais comum. Além disso, podem ser utilizados a localização geográfica fornecida pelo provedor de internet, o CEP, o IP da máquina utilizada, entre outros.

Caso alguma inconsistência seja identificada, o sistema bloqueará a operação. Assim, a compra não é concluída e a fraude é evitada.

Análise do histórico do cliente

Outra forma de prevenir fraudes de cartão de crédito quando o sistema não percebe nada de anormal é armazenando os históricos dos clientes. Com isso, fica mais fácil confrontar dados e comprovar fraudes, principalmente aquelas envolvendo chargebacks.

Registros de acesso e protocolos de entregas também são informações cruciais que devem ser armazenadas. Dessa forma, torna-se possível construir o perfil de bons consumidores, de potenciais fraudadores ou daqueles que já tenham tentado uma fraude.

Utilização de sistemas de automação financeira

Além dos mecanismos de prevenção de fraude, a tecnologia colabora ainda com sistemas de automação financeira. Eles também ajudam na prevenção de golpes.

Entre esses sistemas, destacam-se aqueles que facilitam a conciliação financeira. Eles ajudam a diminuir a quantidade de chargerbacks. Esse tipo de sistema integra todos os pagamentos recebidos por meio de diversas operadoras, permitindo uma análise completa dos pagamentos.

O grande benefício é a dispensa da necessidade de conferir um a um cada portal dos diferentes adquirentes. Tal vantagem poupa tempo e evita erros, que resultam em prejuízos.

Claro que essas são apenas algumas das medidas que podem ser tomadas entre várias existentes. O comerciante pode, por exemplo, empregar intermediadores de pagamento (como o Pagar.me) ou investir em procedimentos logísticos que controlem a entrega dos produtos recolhendo as assinaturas dos recebedores.

O mais importante, no entanto, é estar sempre atento. Um pequeno descuido pode significar prejuízos irrecuperáveis. Além disso, assim como os mecanismos de segurança evoluem, as fraudes de cartão de crédito não ficam paradas no tempo. Portanto, nenhum cuidado é excessivo.

Então, aprendeu a evitar as fraudes ligadas às compras com cartão de crédito no seu negócio? Que tal entender também como oferecer uma experiência de compra ainda melhor para os clientes do seu e-commerce por meio dos gateways de pagamento? Faça uma boa leitura!

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