Black Friday: como proteger sua receita dos Chargebacks

26 fevereiro 2020
O mundo digital nos traz infinitas possibilidades de negócios, mas também alguns obstáculos e problemas que precisam ser vencidos. No caso dos E-commerces, nem sempre uma venda concluída significa dinheiro em caixa - isso pode acontecer pois há um vilão que ameaça os lucros: o Chargeback.

Geralmente 90% das solicitações de chargebacks são fraudes, prejudicando a receita das vendas e causando perda dobrada ao lojista, uma vez que em grande parte dos casos, a empresa já enviou o produto quando ocorre o chargeback. Com isso, há o débito da venda e a perda da mercadoria ou serviço. Mas não é só isso! Considerando o aumento das vendas durante a Black Friday, o impacto em sua operação pode ser ainda maior. Saiba no artigo de hoje como se proteger.

Afinal, o que é Chargeback?

O Chargeback começa quando o consumidor solicita o estorno de uma venda ao emissor do cartão. Podemos usar como exemplo o caso do João: ele recebeu a fatura do seu cartão de crédito e notou que há uma cobrança que ele não reconhece como sendo sua, então liga para a operadora do cartão e solicita o estorno dessa compra.

Isso sem dúvida é muito cômodo e prático para qualquer consumidor, porém em muitos casos, clientes como João podem agir de má fé e causar uma perda para o E-commerce. Praticamente 90% das solicitações de chargeback feitas hoje são fraudes, isso mesmo, um número extremamente grande.

Segundo pesquisa realizada pela E-bit, a expectativa deste ano para Black Friday é que haja um aumento de 20% nas vendas em comparação à edição do ano passado, com uma previsão de R$ 2,2 Bilhões em receita para os E-commerces em 2017.

De acordo com levantamento interno, no período de novembro a dezembro de 2016, época da Black Friday, foram solicitados aproximadamente 38 milhões em chargebacks. Destes, apenas 2,8 milhões foram revertidos, ou seja, 7,4% voltaram para o lojista, que conseguiram provar que o chargeback é uma fraude.

Como provar que o Chargeback é uma fraude?

Para contestar um chargeback sofrido junto à sua adquirente e provar que ele é indevido, você precisa da seguinte documentação compatível com a venda:

Além desses documentos listados, você pode usar também qualquer prova que possa ligar o comprador à transação. É preciso demonstrar que está tudo certo com a venda e a entrega do produto ou serviço pela empresa.

Após a notificação do chargeback há um prazo de 10 dias para o lojista enviar a documentação. Depois do envio dos documentos para sua adquirente, o banco vai julgar a sua reapresentação.

Caso a contestação seja favorável ao lojista, um crédito com valor da venda será lançado em seus recebíveis, anulando o débito recebido pelo Chargeback. Já o portador do cartão continua com o débito no extrato. Se o banco não aceitar a sua reapresentação, nada poderá ser feito. Você terá o valor da venda debitado dos recebíveis e a perda do produto.

Comprovar que um Chargeback é indevido não é uma tarefa tão simples, por isso o ideal é proteger e controlar todas as suas vendas e transações, desde o momento da venda até o recebimento da última parcela.

Desta forma, separamos duas ferramentas que podem te ajudar a ter mais controle sobre todas as suas transações e evitar esse problema:

Sistema Antifraude

Existem diversas empresas que previnem essa situação, chamadas de Antifraude. Elas são responsáveis pela análise das compras realizadas em um site, possuem um amplo banco de dados para consultar as informações dos clientes e cruzar as informações de compras com os dados de outras lojas virtuais. Ao identificar um possível ataque, o sistema avisa o lojista da fraude e cancela o saldo reservado da operação, que não irá aparecer na fatura do cartão do cliente. Já o lojista continua com a mercadoria segura.

Sistemas de Gestão Financeira e Conciliação de Vendas

Mesmo com o sistema antifraude, há casos em que as vendas são realizadas, por isso é importante ter uma carta na manga. Na plataforma Equals você tem acesso e controle a todas as informações e eventos de uma venda, além de todos os detalhes sobre suas transações. O que facilita muito na hora de contestar um chargeback, pois você é notificado em seu smartphone sempre que sua empresa sofrer um, antes mesmo do aviso da adquirente, agilizando a reapresentação do processo. Dessa forma é possível agir de forma rápida e evitar prejuízos.

Outro fator importante é ter conhecimento sobre os cancelamentos indevidos, pois muitas vezes o cliente cancela a compra com o lojista e ao mesmo tempo, solicita um chargeback. Causando ainda mais problemas para o lojista.

Agora é com você!

Não deixe o chargeback afetar sua receita, prepare-se para a Black Friday 2017. Para saber mais, conheça o movimento SOS Black Friday. Lá você terá acesso a conteúdos exclusivos, além de poder baixar o Manual de Sobrevivência do Black Friday, que contém uma lista com os principais problemas enfrentados pelos E-commerces e como vencê-los!

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